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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Rio tem 15 times de futebol a mais que São Paulo

Na qualidade, o futebol do Rio, com o título nacional ganho pelo Flamengo, destacou-se em 2009. Mas é na quantidade de clubes que o futebol carioca mais deixa os concorrentes para trás. Segundo o cadastro elaborado pela CBF, a cidade teve 25 clubes profissionais na disputa de competições oficiais nos últimos três anos. Nenhuma outra cidade do país chega perto disso --quem mais se aproxima é Manaus, com 12 times (nesse caso, as distâncias e a falta de estradas faz o futebol do Amazonas ficar basicamente concentrado na capital).

O Rio tem proporção de uma equipe por 247 mil habitantes. Em São Paulo, a relação é de um clube por 1,1 milhão de moradores --a CBF contabiliza dez clubes profissionais paulistanos na disputa de competições oficiais nos últimos três anos. Mesmo com um batalhão de times modestos espalhados pelos subúrbios da sua capital, o futebol do Estado do Rio de Janeiro tem como principais destaques, fora os seus grandes, clubes de fora do principal município.

O Duque de Caxias, da região metropolitana, foi o oitavo colocado e conseguiu a permanência na Série B do Campeonato Brasileiro.

Fonte: Paulo Cobos/Folha de S.Paulo

"Brasil pobre" tem mais clubes de futebol que "Brasil rico"

Plácido de Castro, com 18 mil habitantes no interior do Acre, tem. São Benedito, no sertão cearense (45 mil), também, assim como Costa Rica (19 mil), em Mato Grosso do Sul. Já cidades do Sudeste e do Sul, com mais de 300 mil habitantes, como a paulista Diadema, não sabem o que é ter um time profissional de futebol.

Esse é o um dos retratos do cadastro de clubes profissionais feito pela CBF, que, com dados fornecidos pelas federações estaduais e os próprios times, listou 783 equipes no país disputando competições oficiais nos últimos três anos. As regiões mais pobres do Brasil têm uma participação no total de clubes do país maior do que sua fatia na população, ao contrário do que acontece com o Sul e o Sudeste.

O Norte, por exemplo, tem só 8% da população do país, mas respondeu por 13% dos clubes profissionais do país nos últimos três anos. No Centro-Oeste, a diferença é ainda mais gritante --a região tem 7% dos habitantes e 15% das equipes. No Sudeste moram 42% dos brasileiros, porém a região conta, segundo o cadastro elaborado pela CBF, com apenas 30% dos times do país.

O levantamento da Confederação Brasileira de Futebol mostra que pobreza e população pequena não impedem que as zonas mais atrasadas da nação tenham uma penetração maior de clubes profissionais. A incidência de equipes em cidades com menos de 50 mil habitantes é muito maior no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nessas regiões, 32% dos times que disputaram campeonatos estaduais nos últimos três anos são de cidades com população inferior a 50 mil. Somando Sul e Sudeste, esse número fica em somente 14%.

No Ceará, 17% dos municípios do Estado nordestino tiveram um time profissional na ativa nos últimos três anos. Em São Paulo, a mais rica unidade da federação, essa marca fica abaixo dos 15% --mais de 500 cidades paulistas não contam com um clube disputando competições oficiais. A interiorização do futebol nas regiões mais pobres do país deu bons resultados dentro do campo na temporada de 2009.

O campeão da Série D, que neste ano teve sua primeira edição, foi o São Raimundo, de Santarém, no interior do Pará. O vice-campeão da terceira divisão foi o ASA, de Arapiraca, município de Alagoas.

Desproporção

Para o tamanho da sua população (192,2 milhões de pessoas, segundo o IBGE), o número de 783 clubes profissionais no Brasil não impressiona, sendo que menos de cem disputam por ano uma das quatro divisões nacionais do país. As 783 agremiações (e algumas estiveram inativas em 2009) significam uma equipe para cada 245 mil habitantes.

Na Espanha, são 483 clubes disputando apenas as quatro principais divisões do país. Isso significa que no país europeus existe uma agremiação para cada 84 mil habitantes.

Registro

Lançar um time em São Paulo ou no Rio de Janeiro custa caro. A Federação Paulista de Futebol, por exemplo, estipulou em estratosféricos R$ 500 mil o valor da taxa de registro de um clube profissional novato. Faz isso, segundo informação da entidade, para se proteger de clubes bancados por empresários.

No Rio de Janeiro, o valor não é tão alto, mas, ainda assim, não é nada convidativo (R$ 50 mil). Nas regiões Norte e Nordeste, o registro de uma nova agremiação, na maioria das federações estaduais, fica abaixo dos R$ 10 mil.

Fonte: Paulo Cobos/Folha de S.Paulo

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Flagrado pela segunda vez no anti-doping, Jobson pode ser banido do futebol

Depois de ser flagrado no exame antidoping na partida contra o Coritiba, o atacante Jobson, que disputou o último Campeonato Brasileiro pelo Botafogo, teve seu exame detectado como positivo por cocaína também no jogo contra o Palmeiras, dia 6 de dezembro, e pode ser banido do esporte. Na ocasião, o Botafogo derrotou o rival por 2 a 1 e assegurou a permanência na Série A em 2010.

Em função da primeira punição, na vitória do Botafogo sobre o Coritiba, por 2 a 0, no dia 8 de novembro, pelo uso da mesma substância, Jobson foi suspenso preventivamente por 30 dias pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Emprestado pelo Brasiliense até o fim da temporada ao Botafogo, Jobson tinha acertado sua transferência para o Cruzeiro para o ano de 2010, mas o clube mineiro desistiu da contratação.

O Cruzeiro e um investidor desembolsariam R$ 4,5 milhões para adquirir os direitos federativos do jogador.
O Botafogo não corre o risco de perder os pontos conquistados no Campeonato Brasileiro. O atacante tem até o dia 23 para fazer sua pré-defesa do primeiro caso. Apesar de ter contrato com o Botafogo até o fim deste mês, é o Brasiliense quem vai cuidar da situação. O julgamento do caso ainda não tem data marcada.

"A Comissão Nacional de Controle de Dopagem da CBF comunica que o resultado da amostra da urina do jogador Jobson Leandro Pereira de Oliveira, do Botafogo/RJ, apresentou metabólito da cocaína, substância proibida de acordo com o Regulamento de Controle de Dopagem da CBF e da Agência Mundial Antidopagem (AMA).

O atleta foi flagrado no exame anti-doping feito após a partida entre Botafogo e Palmeiras, no dia 6 de dezembro, no Estádio João Havelange, pela Série A 2009".

Fonte: Folha Online

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Vale tudo pelo patrocínio; até promover cerveja nos estádios

O G4, grupo dos quatro grandes clubes paulistas --Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo--, defendeu ontem a liberação do consumo de bebidas alcoólicas em estádios. Durante evento em que o G4 formalizou parceria com o Grupo Femsa, braço da Coca-Cola e da cerveja Kaiser no Brasil, o presidente do Corinthians, Andres Sanchez, declarou que "bebidas leves'' deveriam ser vendidas durante as partidas.

"Acho um absurdo o cara ficar do lado de fora do estádio bebendo em uma barraquinha. Ele só faz isso porque sabe que vai ficar duas horas sem beber no estádio", disse o cartola. "Cerveja e champanhe, que são bebidas leves, deveriam ser liberadas nos jogos. As autoridades têm de pensar que, na nossa casa, quem manda somos nós", emendou. E foi apoiado por executivos da Femsa.

Espécie de "garoto-propaganda" do G4, o padre Marcelo Rossi também defendeu a volta da cerveja aos estádios. "As bebidas fermentadas são toleradas pela igreja. O problema está nos destilados", declarou Rossi, que pediu a ajuda da imprensa para "promover a volta das famílias ao futebol". Em São Paulo, uma lei estadual de 1996 impede a venda de bebidas nos estádios do Estado. Em abril do ano passado, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assinou um documento proibindo bebidas alcoólicas nas arenas de todo o país.

A Polícia Militar de São Paulo mostrou-se contrária à posição do G4. O tenente-coronel Almir Ribeiro, responsável pela segurança nos estádios paulistas, disse que a proibição da venda de bebidas em estádios reduziu os casos de violência. Paulo Castilho, promotor do Ministério Público de São Paulo que atua no combate à violência entre torcidas, mostrou-se extremamente irritado com a posição do G4 e com o apoio do padre Marcelo Rossi.

"Desde quando um padre agora entende de violência em estádio", criticou Castilho. "Ele não sabe que o cara bebe cerveja no estádio e depois briga, volta dirigindo alcoolizado para casa e bate na mulher, nos filhos? Ele não sabe?" Castilho também sustenta que os índices de violência caíram depois da proibição.

Fonte: Carolina Araújo e Martín Fernandez/Folha de S.Paulo

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Tricolores erguem a cabeça e já pensam no Coritiba

Após ficar com o vice da Copa Sul-americana, apesar da vitória por 3 a 0 diante da LDU, o Fluminense volta a se preocupar com o Campeonato Brasileiro. O time precisa pelo menos do empate no próximo domingo, às 17h (de Brasília), contra o Coritiba no Estádio Couto Pereira, em Curitiba. Caso não sejam derrotados, os tricolores asseguram a permanência na elite do futebol nacional.

Entretanto, como o Coxa precisa vencer também para evitar o rebaixamento, muito se fala de um possível clima de guerra na capital paranaense. O gestor de futebol do Fluminense, Mário Bittencourt, não acredita nesta possibilidade. "Acho a palavra guerra muito forte, mas estou esperando uma vontade muito grande deles porque também necessitam ganhar esse jogo. Nós sempre fomos muito bem recebidos quando jogamos no Estádio Couto Pereira e acredito que não será diferente desta vez. Já entramos em contato com a diretoria do Coritiba e a única dificuldade que estamos esperando lá é o time deles, que é muito bom", disse Mário, em entrevista à "Rádio Brasil".

Mário minimizou o fato de dirigentes do Coritiba terem se encontrado na sede da CBF com o presidente da Comissão Nacional de Árbitros, Sérgio Corrêa, para pedirem uma arbitragem isenta na partida de domingo. "Do mesmo jeito que eles estiveram aqui, também sempre tem gente nossa na CBF cuidando dos interesses do Fluminense. O Coritiba fez a parte dele, pedindo uma arbitragem isenta e correta. Não acreditamos que um árbitro entre em campo para prejudicar uma ou outra equipe", minimizou o dirigente.

Por fim, Mário não vê o Fluminense abatido para o jogo contra o Coritiba por conta da perda do título da Copa Sul-Americana. "Temos que aproveitar o momento de ontem e ter a certeza de que o Fluminense tem um grupo forte e vencedor. Precisamos lembrar que enfrentamos um time de grande porte, vencemos eles por três a zero, sem levarmos sustos, porém o título não veio. O grupo não estava derrotado no vestiário, e sim ciente de que fez o possível pela vitória. Isso não vai nos abater para domingo, quando teremos outra final", finalizou.

Fonte: Gazeta Press

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Flamengo despista quando se fala em favoritismo ao título da Série A

Após a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, o elenco do Flamengo ganhou folga nesta segunda-feira e vai se reapresentar nesta terça-feira, no Ninho do Urubu, quando os jogadores serão informados pela diretoria do planejamento para essa semana. Os planos foram feitos nesta segunda-feira, mas só serão anunciado na frente do elenco.

Depouis de assumir a liderança do Campeonato Brasileiro - contou com derrota do São Paulo por 4 a 2 para o Goiás -, a delegação deve mesmo deixar a capital fluminense para se preparar. A decisão será contra o Grêmio, no Maracanã, às 17 horas (de Brasília) do próximo domingo. A prioridade é que a delegação embarque para Teresópolis, Região Serrana do estado, onde ficaria treinando na Granja Comary, concentração da seleção brasileira. Os dirigentes, porém, seguem na dependência da CBF. A medida visa afastar qualquer clima de euforia entre o grupo.

"É uma tendência o Flamengo seguir para a Granja Comary. Mas a CBF tem os compromissos dela e existe alguma seleção treinando lá. Por essa questão de logística, estamos esperando para anunciar o planejamento. Mas desde já aviso que temos uma segunda e até mesmo uma terceira alternativa caso de Teresópolis não vingar", disse o vice-presidente de futebol, Márcio Braz.

O dirigente lembrou que não seria interessante manter o elenco no Rio de Janeiro numa semana de decisão. Principalmente porque o Flamengo vive um clima eleitoral, com o pleito que vai apontar o futuro presidente previsto para a próxima segunda-feira, um dia depois da rodada final do Campeonato Brasileiro.

"O Flamengo está atravessando um processo eleitoral, e não é bom que esse clima atinja o grupo. Estamos próximos de um título que não ganhamos há muito tempo. Por razões óbvias, devemos sair do Rio de Janeiro", comentou. Nesta segunda-feira chegou, inclusive, a ser cogitada a possibilidade de a eleição no Flamengo ser adiada, o que foi desmentido pela atual diretoria.

"Não tem a menor possibilidade disso acontecer, pois todos os candidatos estão convocando os sócios para o dia 7 de dezembro. Se for confirmado o título, então será um grande dia para comemorar e votar ao mesmo tempo", afirmou Braz.

Fonte: Gazeta Press

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

CBF bane árbitro Elmo Cunha do Brasileirão 2009

A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta quinta-feira o afastamento do árbitro Elmo Alves Resende Cunha (GO, aspirante à Fifa), que apitou o empate por 2 a 2 entre Palmeiras e Sport Recife, na noite de quarta-feira, que abriu a 35.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ele ficará sem trabalhar até o encerramento da competição - ou seja, três rodadas.
Cunha cometeu erro no lance que do segundo gol do Palmeiras na partida. Na jogada, o lateral-esquerdo Pablo Armero lançou a bola na grande área. Danilo, em posição legal, finalizou e marcou o segundo gol palmeirense. Antes do chute, porém, o juiz apitou, marcando impedimento. Depois da finalização, porém, ignorou a própria marcação e validou o gol do Palmeiras.
O comportamento de Elmo Aleves Resende Cunha revoltou os jogadores do Sport, que o cercaram após o jogo. Com isso, o juiz e seus assistentes tiveram que deixar o gramado do Estádio Palestra Itália escoltados por policiais.O empate na partida de quarta-feira rebaixou o Sport, lanterna do Brasileirão, para a Série B. Já o Palmeiras assumiu a liderança do torneio com 59 pontos, mas pode terminar a 35.ª rodada apenas na quarta colocação.
Fonte: AE

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fábio Simplício substitui Ramires na seleção

O técnico da seleção brasileira, Dunga, convocou o volante Fábio Simplício, do Palermo, para os amistosos contra Inglaterra e Omã. O jogador foi convocado no lugar do também volante Ramires, do Benfica, que foi cortado devido a uma lesão muscular. Fábio Simplício foi revelado nas categorias de base do São Paulo. Ele também atuou no Parma antes de se transferir para o Palermo, que disputa a primeira divisão do Campeonato Italiano.

De acordo com o site da CBF, os outros jogadores convocados se apresentarão normalmente para a disputa das duas partidas. Nesta segunda-feira, a Roma tinha anunciado que não liberaria o goleiro Doni e o zagueiro Juan para disputar os dois amistosos, já que os jogadores estão lesionados.

"Não autorizamos as convocações de Doni e Juan para o Brasil, pois um regulamento da Fifa nos permite fazer isso", disse o coordenador técnico da equipe italiana, Gian Paolo Montali. Segundo a imprensa italiana, o goleiro se recupera de uma contusão na coxa e o defensor sofre com problemas musculares.
"Nós já enviamos um fax, com urgência, para a Confederação Brasileira de Futebol com as documentações necessárias. Se os médicos da equipe nacional brasileira quiserem verificar as condições dos nossos jogadores, eles podem vir a Roma para fazer isso", falou Montali. O jogo contra a Inglaterra será realizado no dia 14 de novembro, enquanto o confronto contra Omã no dia 17.

Fonte: Folha Online

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aeroportos brasileiros preocupam para a Copa de 2014, diz CBF

O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, disse hoje que a maior preocupação do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, faltando pouco menos de cinco anos para a realização do torneio, é com a falta de infraestrutura dos aeroportos do país. "Temos três problemas graves: aeroporto, aeroporto e aeroporto", afirmou o dirigente à imprensa, após uma reunião com responsáveis pela preparação das doze cidades-sedes.
Para Teixeira, "não é novidade" o panorama dos aeroportos do país, já que "é comum haver crises" nos principais terminais. O presidente da CBF lembrou ainda que os deslocamentos no Mundial realizado no Brasil serão feitos por avião, ao contrário do que acontece quando o torneio é realizado em solo europeu, como na Alemanha, em 2006. Para solucionar o problema, o governo brasileiro já anunciou a intenção de reformar e ampliar a capacidade dos aeroportos das doze cidades que vão receber jogos da Copa de 2014.

Fonte: EFE