Os patrocinadores do Flamengo não se limitaram a estampar a camisa rubro-negra. Para o jogo de hoje contra o Goiás, parte da festa histórica que organizadas prometem será bancada pela empresa fornecedora de material esportivo do clube. O Flamengo recebe o Goiás neste domingo com a possibilidade de assumir a liderança do Campeonato Brasileiro. O jogo está marcado para 19h30 (horário de Brasília) e é válido pela 36ª de 38 rodadas.
Diversas organizadas prometem formar um mosaico de papel vermelho e preto em todo o anel da arquibancada e das cadeiras. Geralmente isso é feito em apenas um dos seis setores superiores do estádio, custeado pela própria torcida. A Olympikus, desde julho parceira do clube, comprou os 92 mil cartazes vermelhos e pretos. O custo: R$ 22 mil.
De acordo com Marcelo Gonçalves, presidente da Urubuzada, a empresa chegou a tentar inscrever no mosaico a marca ou o nome da Olympikus --o que poderia ser visto em imagens distante da arquibancada. A torcida vetou. Ela ficará impressa em todos os papéis, à vista dos mais de 80 mil torcedores que estarão no estádio.
"Geralmente a gente banca 10 mil placas todos os jogos. Mas para empurrar o time nessa reta final, tínhamos que buscar um parceiro forte", disse Gonçalves. Ele diz que a torcida não arrecadará nada com ação. Não foi a primeira vez que a torcida foi "patrocinada". Na partida contra o Fluminense, os 10 mil papéis foram pagos por uma empresa telefônica --sem relação com o clube.
Segundo Gonçalves, as organizadas vão gastar cerca de R$ 5 mil com o resto da festa --bexigas, gás e manutenção da bateria. Voluntários vão trabalhar desde as 6h na organização. A organizada autorizou a Olympikus a gravar imagens em vídeos de marketing. Procurada, a empresa não comentou o patrocínio à torcida.
Olympikus, Ale e Bozzano, as atuais patrocinadoras do clube, chegaram no meio deste ano, quando o time fazia campanha mediana. Ocuparam o espaço da Petrobras, que ficou 25 anos com o clube, e da Nike, oito. As duas primeiras adotaram o que se chama no mercado publicitário de "marketing de guerrilha", aproveitando a arrancada na competição.
"A nossa empresa é nova, e queríamos potencializar ao máximo a marca junto à maior torcida do Brasil. A exposição na camisa é importante, mas a interação com o torcedor também", diz Carlos Eduardo Cota, diretor de marketing da Ale. A distribuidora de combustível doou para uma organizada (Raça Rubro-Negra) um bandeirão com a marca da Ale, bem como da Olympikus. Além disso, disponibilizou no seu site uma foto panorâmica de estádios onde o Flamengo joga para que o torcedor possa tentar se localizar na arquibancada.
Fonte: Italo Nogueira/Folha de S.Paulo
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